Filosofia natural em Teodoro de Almeida

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Autor
José Alberto Silva, 
Edição e Ano
Lisboa: Centro Interuniversitário de História das Ciências e da Tecnologia, 2009
Nº de páginas 127 pp.
ISBN 978-989-96231-0-1

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Sinopse

Neste livro é analisado o programa de popularização do conhecimento natural da Recreação Filosófica do oratorian Teodoro de Almeida (1722-1804) tomado como um processo de bilinguismo - expressão de uma marca de incomensurabilidade de natureza conceptual e socioprofissional entre a filosofia aristotélico-escolástica e a filosofia moderna - articulado nas seguintes vertentes: a contextualização e relação do projecto almeidiano com outros programas europeus análogos; a apropriação das teorias newtonianas no quadro do ecletismo característico do século XVIII; a natureza real ou virtual dos diferentes públicos da Recreação e os respectivos perfis sociológicos; as agendas que articulam o texto da Recreação com os diferentes contextos em que aquele foi produzido; e, por último, a utilização da religião enquanto processo e instrumento de validação e legitimação do conhecimento natural.

Índice

  • Introdução, p. 9
    • Estado da arte
    • Circular e apropriar
    • Desenho da obra
  • I - À luz da razão e de repetidos golpes de experiência, p. 25
    • 1 - A árvore do conhecimento
      Ordem natural do ensino e ordem natural das matérias
    • 2 - A experiência constante e o cálculo seguro
      Que importa se é herético!
      A coisa mais engenhosa
      Da vibração etérea às partículas de fogo
  • II - Agendas, públicos e bilinguismo, p. 67
    • 1 - As agendas da Recreação
      A agenda religiosa
      A agenda política
    • 2 - Os públicos da Recreação
    • 3 - Bilinguismo
  • III - A mão de Deus, p. 96
    • 1 - Razão e Desígnio
    • 2 - A "sã Filosofia" e a Religião
    • 3 - Argumentário
      O argumento da primeira causa
      O argumento da ordem e perfeição
      O argumento da contingência
      A aposta de Pascal ou o argumento do jogador
      O argumento do desígnio
    • 4 - Para além da Harmonia
  • Conclusão, p. 120
  • Bibliografia, p. 123